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segunda-feira, 24 de julho de 2017

200 anos da Morte de Jane Austen.

Boa tarde Conectados!

Semana passada, no dia 18 de julho, celebramos 200 anos da morte de Jane Austen, uma das mais importantes escritoras de todos os tempos.

Fiz um vídeo falando um pouquinho sobre Orgulho e Preconceito, um dos livros mais conhecidos dela e mais queridos, especialmente, pelas mulheres de todo o mundo.

Gostaria de dividir com vocês um pouquinho da minha opinião sobre essa leitura.

Se você já tiver lido e também for fã de Jane Austen, comenta aí comigo!

Boa semana! ;)


terça-feira, 4 de julho de 2017

Uma Pequena Casa de Chá em Cabul de Deborah Rodriguez - Minhas Impressões.

 Olá conectados!

 Quem frequenta ao blog sabe que sou louca por qualquer espécie de cafeteria, e inclusive casas de chá. Eu amo livros que tenham como cenário principal, locais como esse. Somado a isso existe o meu forte interesse por livros que se passam no Afeganistão. Dificilmente eu resistiria a um livro como esse, mesmo que não soubesse nada dele antecipadamente. E foi exatamente o que aconteceu.



  Eu já li alguns livros sobre mulheres muçulmanas, sobre a cultura árabe e sobre o Afeganistão. Posso dizer que é muito difícil passar incólume a esse tipo de leitura. A gente sabe que esses livros vão falar de violência, opressão, sofrimento, muitas vezes, pobreza e, principalmente,vão falar de uma cultura muito difícil de ser compreendida ou justificada pelos ocidentais.
  Quando você diz  Sim a um livro desse estilo, é preciso estar ciente de que fazer algumas pausas para respirar, ou mesmo para refletir sobre esse mundo tão diferente e que nos parece tão surreal,  será necessário.
 Contudo, eu diria que esse é o primeiro livro desse estilo, que não me fez cair em prantos. Ler algo assim, sempre vale à pena, porque sempre aprendemos algo novo sobre a cultura do outro, e porque esses livros nos convidam a dar uma saidinha da nossa bolha e observar que o mundo é grande.
  A autora Deborah Rodriguez, conseguiu escrever uma história linda, tocante, comovente e verdadeira, porém com uma vibe um pouco mais leve, mais bem humorada, mais otimista e eu diria com uma pegada até mais ocidentalizada.
   Não que isso comprometa os detalhes ou a fidelidade na descrição do cenário político, da paisagem, dos costumes e da cultura árabe, quando comparo aos outros livros que já li. 
  A autora conhece muito bem a região, justamente porque viveu em Cabul, foi sócio-proprietária de uma casa de chá lá, além de dona de uma escola de beleza. 
 Mas, talvez o que fez com que essa história diferentemente das outras, ficasse tão mais leve e graciosa, em meu ponto de vista, tenha sido o mix de personagens Afegãos e estrangeiros convivendo juntos.
 Essa é uma história que se passa na capital Cabul, apesar de não ter identificação de data, há indícios de que ela ocorra num período pós talibã, mas ainda bem próximo dessa "saída" do talibã em 2001. 


 É uma leitura linear, narrada em terceira pessoa, que tem como personagens, a casa de chá e mais 5 mulheres. A protagonista é Sunny, a  Americana, proprietária  da casa de chá, que ama Cabul, encontrou ali seu lar e está fazendo de tudo para que seu negócio sobreviva, mesmo em condições tão adversas de segurança e falta de grana. 
 Teremos Yasmina, uma jovem Afegã, grávida, que vivia no alto das montanhas, numa comunidade distante e rural, mas que é roubada por homens aos quais a família devia dinheiro. Seus raptores, após perceberem que ela está grávida a abandonam nas ruas violentas de Cabul. Ela representa a parte conhecida, mundialmente, da opressão e a dificuldade que as mulheres vivem nessa realidade, sob tais circunstancias . 
 Para esse mix ficar melhor, a autora colocou também, uma Afegã idosa, chamada Halajan, com uma visão moderna, até um pouco "rebelde" e mais feminista das leis sob as quais está subordinada.  Eu diria que essa foi a minha personagem favorita do livro. 
  Teremos também a presença de Candace, uma americana rica  e Isabel, uma jornalista Inglesa, bem determinada. Mas, nem só de mulheres vive essa história, teremos homens muito legais no enredo. Essa é uma história de amor. Comovente, tocante e na medida certa de humor, drama e paixão. 
  A linguagem fluida da autora, faz com que seja bem fácil avançar na leitura. Mas, volto a dizer,  que o mix de personagens e personalidades, foi o que deu encantamento ao enredo. 
  Temos essas mulheres incríveis, com seus dramas, medos, coragem, lutas e frustrações. No entanto temos também homens incríveis, descritos com uma sensibilidade encantadora. Essa é daquelas histórias que conseguem criticar um sistema opressor e violento de mundo, mas que também são capazes de te  tocar de uma maneira bonita  e te solidarizar e encantar com as partes bonitas e delicadas de uma crença, religião ou modo de vida, mesmo que seja diferente do seu.
  Sobre os personagens masculinos, creio que esse tenha sido o primeiro livro que li desse gênero, que não me fez odiar especificamente algum personagem masculino. Pelo contrário, aqui eles também são apaixonantes e aqui,(Thanks God) não temos um vilão específico, horrendo, odioso e opressor de mulheres.  Há Afegão misterioso, Muçulmanos tradicionais, Idosos Apaixonados com mentes mais modernas, religiosos compreensivos,  e até Americanos no maior estilo  heróis hollywoodianos. 

  Essa pequena casa de chá em Cabul atende homens e mulheres, expatriados, funcionários da ONU e mercenários; todos em busca de um momento de paz em uma região onde a tensão paira no ar e uma bomba pode explodir a qualquer momento, mas também se torna o cenário para o encontro dessas cinco mulheres que, mesmo tão diferentes entre si, compartilham segredos e tornam-se amigas com uma relação extraordinária.

Gostei muito do final do livro. Eu já esperava que ele caminhasse para aquele desfecho, mas não foi um clichezão. Foi um final bacana, aceitável e gostoso de ler. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Livros Que Dão Vontade de Viajar - Post 01

Olá Conectados,
Viajar é realmente uma delícia. Mas, é um privilégio. Pois não é algo possível, em qualquer momento. Muitas vezes gostaríamos de sair correndo por aí, mas não temos tempo, grana, ou disponibilidade. 
Nesses momentos nada melhor do que viajar sem sair do lugar. Alguns livros conseguem nos dar aquele gostinho maravilhoso que viagens trazem. Se rolar uma chuvinha e pipoca, melhor ainda!
Quero compartilhar com vocês alguns livros que me levaram a lugares maravilhosos, sem sair do lugar. Minha programação quando estou louca para IR e não posso, é passar na livraria, pegar um cobertor, preparar um café e viajar! =)
Citarei alguns livros aqui, mas eles não estão em ordem hierárquica, de mais legal para menos legal ou vice versa. Vou citando os e vocês escolhem se devem  ou não entrar para sua wish list.

De Moto Pela América do Sul - Che Guevara (América do Sul)
Esse livro foi um dos que mais me inspirou a querer mochilar, e pela América do Sul. É uma espécie de diário da viagem feita por Che e seu amigo Alberto Granado, quando ele ainda era estudante de medicina. Che conseguiu relatar uma intensa jornada, desde a Argentina até a Venezuela, através de suas anotações. Apesar de vivido no ano de 1952, as cartas, o roteiro, anotações, mapas e fotos tiradas pelo próprio Che nos inspiram a sonhar por andanças pela América do Sul. O livro inspirou o filme de Walter Salles, com Gael Garcia Bernal no papel de Ernesto em  "Os Diários da Motocicleta".

 É preciso deixar claro que o livro não é sobre o Che em si, revolucionário, amigo de Fidel, e tão conhecido mundialmente. Esse não é o foco da obra. Esse livro é sobre a inquietude de um jovem que deixa toda a tranquilidade de sua vida estruturada para viver uma grande experiência humana.




 Essa é a história da aventura de viagem do Ernesto,(antes de ser o "Che"), um jovem inquieto, que abandona tudo e sai na companhia de um amigo, bioquímico, para viajar pela América do Sul. Os dois percorrem muita coisa e vivem muitas coisas legais. Nessa viagem, entre tantas experiências,  passam um tempo no Peru cuidando de pacientes com lepra.
 São tantos acontecimentos durante a viagem, que o livro até parece uma grande ficção. Porém, não é! Há vários tipos de dificuldades. É moto que quebra, encontrar lugares para dormir, comer, imprevistos, falta de dinheiro, pessoas estranhas, paisagens inacreditáveis e tudo o mais que pode envolver uma viagem como essa. 
Existem os cenários descritos, deslumbrantes, reflexões sobre a situação da América do Sul, trechos de muita compaixão e há uma grande busca sobre a vocação. A  forma como Che escreve é apaixonante.
Memórias de Uma Gueixa - Arthur Golden (Kyoto - Japão)

Esse livro toca quem o lê. Nada é unanime, mas eu creio que seja impossível não ser seduzido pela história. Já li ou ouvi criticas a esse livro por ter sido escrito por um autor, homem e americano. Dizem que as emoções da personagem são passadas de forma superficial, já que ele não é mulher e nem japonesa.  Eu discordo! Eu o acho tocante e de uma sensibilidade enorme.  O livro narra a vida de Sayuri, uma gueixa, em Kyoto no Japao, no período antes e durante a segunda guerra mundial. 

Toda história é desenvolvida conectada a ao cenário de Kyoto e da cultura japonesa.  É uma grande viagem a lugares incríveis e totalmente peculiares. Contudo, é  impossível não se envolver com a história, com os dramas, sentimentos e sensações que a personagem traz. 
O livro é rico em detalhes de um Japão "meio que" secreto aos ocidentais.  O texto também envolve romance, sensualidade, uma série de tramas e, uma grande viagem à parte da cultura japonesa. Certamente você terá vontade de conhecer Kyoto, principalmente o distrito de Gion, com sua arquitetura, casas de chá, monumentos, estatuas e todos os detalhes ricamente descritos no livro.
Um amor, Um Café e Nova York - Augusto Alvarenga


 Esse é um daqueles romances gostosinhos e fáceis de ler. O livro é fofo e as ilustrações também são uma graça. E de plus você ganha um super roteiro muito bem descrito da cidade de Nova York. 
 Viajar no feriado para Nova York é tudo de bom, concordam? Imagine, sem o cansaço de aeroportos, alfandega, malas e etc. Brincadeiras a parte, mas esse livro é uma super indicação para ser lido em apenas um feriado. NY é simplesmente um destino delicioso para se construir no imaginário até pelas referências que todo mundo já traz dos filmes e tudo que já se viu em termos de entretenimento.
 Nesse livro, a personagem principal, Camila, sempre sonhou em viver um amor desses de cinema. Quem Nunca?!
 Ela vive esse grande amor e ainda faz uma viagem incrível, de 1 mês, a cidade mais cosmopolita do mundo. Obviamente que o livro também traz toda uma historia gostosa de ler e com esse cenário: a cidade que nunca dorme.  E para subir mais uma estrelinha no quesito fofurices, esse livro é todo embalado por trilha sonora, o que torna a história ainda mais gostosa de ser lida. 

Cem dias entre céu e mar'- Amyr Klink


 Esse livro é um relato da travessia de Amyr Klink, sozinho, a bordo de um barco a remo, desde o sul da África até o litoral baiano. Essa jornada de mais de 6 mil quilômetros dá vida a narrativa de viagem fantástica em pleno oceano.  
 Amyr Klink tem uma linguagem tão real e simples que nos coloca facilmente junto a ele no barco. Ora nos deparamos sentindo suas excitações com a beleza e riqueza da natureza. E ora nos desesperamos com suas lutas, esgotamento e temores. 
 Klink fala sobre a sua relação com a natureza, a interação com a mesma durante esses 100 dias e sobre a solidão sentida. Cem Dias além de ser uma aventura real incrível, mostra como somos pequenos em relação à natureza que nos cerca. E nessa vibe é um aprendizado de como se relacionar da melhor maneira possível com a mãe natureza.

A Culpa é das Estrelas - John  Green


Esse  não é o melhor livro do genial e fofo John Green, em minha opinião.Mas, também não é o meu tipo de literatura preferida, admito! Devo dizer também que fiquei até bem desconfiada antes de lê-lo, apesar de me sentir na obrigação de conhecer a história. 

 Eu pensei que não apreciaria por não gostar de romances tristes e que denunciam finais meio óbvios. Mas, eu estava enganada de que não iria gostar. A História é uma graça e para deleite o livro nos conta a viagem dos personagens à Amsterdã, na Holanda. Creio que gostei muito mais da Holanda do que da história, rsss. Mas, John descreve tão bem essa estada em Amsterdã e as personagens são tão fofas, com tantos detalhes e magia daqueles canais, que certamente dá vontade de viajar junto.  

 Comer, Rezar e Amar - Elizabeth Gilbert (Itália, Índia e Indonésia)


 Esse best seller dispensa apresentações. Se você não leu provavelmente assistiu ou ouviu falar do filme. A autora relata sua experiência de 1 ano viajando por lugares como Itália, Índia e Indonésia, num período pós divorcio. No entanto, se você não conhece a história, se não leu e não assistiu... Leia o livro! O Livro é uma viagem muito mais fantástica que o filme. 

Esse é um livro divertido, envolvente, tocante e fácil de ler. Essa mudança de cenários faz a trama ficar mais interessante e a descrição dos lugares é apaixonante. É uma história sobre a busca das novas experiencias, que envolvem: novas comidas, aprender um novo idioma, a busca pela  paz,  cura e  amor.
;)
Por hoje é só, queridos conectados. Sempre existe muito mais assunto para dividirmos, porém eles não cabem em um único post. O que é uma deliciosa desculpa para voltar amanhã ou depois. Beijosss, boa leitura e boa viagem!
Ah, não deixem de falar comigo aqui ou nas redes sociais, no @gui_margutti

Até a próxima! Beijos


domingo, 28 de maio de 2017

Amor Segundo Buenos Aires, o livro de Fernando Scheller.

 Creio que esse seja um livro que muita gente quis ou queira ler, pelo título maravilhoso, que une Amor e Buenos Aires. Esses dois ingredientes parecem a mistura perfeita para um livro já ser, no mínimo, interessante. E esse livro é muito mais.



  Eu sou apaixonada por Buenos Aires, então foi meio obvio que eu o comprasse, assim que soube de sua existência. Devo confessar que apesar de empolgadíssima, tive um certo receio que esse fosse apenas mais um livro, água com açúcar, com um super título. Já que esse é o primeiro romance de ficção do autor brasileiro Fernando Scheller, que é jornalista do jornal O Estado de S. Paulo e que já passou por diversos outros. 

A descrição no site da editora dizia que  "Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller... Em O amor segundo Buenos Aires, Scheller oferece a cada personagem a chance de narrar suas escolhas e percepções sobre diferentes formas de amor, como entre pai e filho, um homem e uma mulher, dois homens e também entre amigos."


Dessa forma, tomemos o exemplo do primeiro capítulo. Temos, Leonor segundo Hugo. Hugo descreve que foi por amor que ele, personagem principal, deixou o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não tenha sobrevivido, ao longo do livro, e isso não é spoiler porque consta na descrição do livro; a relação de encanto e fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que ele sofre de uma grave doença. (Também não é spoiler, eu juro!)

A narrativa é adorável. A prosa de Fernando Scheller é muito envolvente e democrática. Praticamente todos os personagens possuem sua voz no livro e opinam sobre os outros personagens. A estrutura é mais ou menos a seguinte: Fulano segundo Beltrano. E é aí que conhecemos um pouco mais da vida do Beltrano. E quando ele descreve sobre Fulano, nos dá pistas que serão confirmadas, ou  não, no capítulo seguinte. Quando Fulano terá a sua voz no livro. (Será que deu para entender? rss) (Eu mesma precisei reler esse parágrafo para confirmar o que escrevi.)


Hugo desenvolve uma das amizades mais doces,  que eu já vi em tudo que já li de literatura contemporânea, com  o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina. Essa relação de amizade vai evidenciar o poder regenerador das amizades verdadeiras.  O livro também enfatiza a relação de Hugo com o pai e a relação mais complicada com a mãe. Seu pai, Pedro, acaba trocando a rotina de um casamento desgastado por uma vida totalmente diferente, mas cercada de sentimentos singelos, doces e grandes afetos. Cada personagem tem a oportunidade de contar a sua versão dos fatos, numa trama absolutamente democrática. Não me recordo onde li ou se ouvi, algo em que diziam, que é impossível não se encantar com a presença de espírito e o senso de humor de Carolina, a lealdade de Eduardo, a maturidade e a determinação de Daniel, o jeito peculiar de Charlotte. Em comum, esses personagens adoráveis têm uma enorme capacidade de amar.

As relações de amizade, os relacionamentos afetivos, as diferentes formas de amor, os diferentes erros, as complicações próprias do amor e a complexidade do ser humano ao se relacionar são abordadas de forma sensível e real, nesse romance. Talvez um dos pontos mais tocantes seja que as histórias aqui são histórias possíveis, e os seres humanos aqui, são mostrados com seus fracassos, temores, tristezas, alegrias, mas principalmente com as suas capacidades de resiliência e amar novamente. A relação familiar com seus dramas e angustias reais como na maioria das família reais, são um plus à parte. Eu gosto muito de livros que fogem do comercial de margarina e daquela coisa inacessível.  Com toda essa boa mistura para um romance temos ainda a capital Portenha, descrita com toda propriedade de quem conhece bem os lugares. Cada inicio de capítulo é apresentado com uma mapa mostrando lugares  peculiares de quem tem mesmo uma relação com Buenos Aires.


Quem já conhece e gosta de BsAs terá vontade de sair correndo para lá. Quem não conhece também terá vontade de conhecê-la.  A decadência de algumas partes, e contraditoriamente a capacidade de se manter em pé, da capital, também são constantemente insinuadas de uma forma tocante ao coração. Daquele jeito que te dá uma dorzinha de pena, mas ao mesmo tempo uma admiração porque Buenos é f...  E Ela se mantem de pé, linda, receptiva e encantadora. O final do livro, o último capitulo, foi um plus. Bem encantador e original. Adorei o desfecho e deu aquele ar de terceira opinião, ou conclusão. Como se um segundo leitor ou observador dividisse a opinião dele sobre tudo que se passou, conosco.O livro é muito bacana e eu super recomendo. ;)


quinta-feira, 16 de março de 2017

Livro A Prisão Do Rei da Victoria Aveyard

Oi Galerinha!
Vocês sabiam que um dos lançamentos mais aguardados, em livros, para 2017, era "A Prisão do Rei" da Victória Aveyard?
Alguns de vocês, que me visitam aqui no blog,  sabem que eu tive sérios problemas com o segundo livro da série, Espada de Vidro,  e dessa forma, eu aguardava esse terceiro volume com expectativas bem baixas. Tanto que comprei apenas em Ebook.

Pois, então! Eu já li e, inclusive, já gravei vídeo para falar minha opinião.
Será que fiquei tão desapontada com o segundo como com o primeiro? Ou será que curti??
Bora assistir???

Vai, diz que sim, vaiiiiiiiiiii! ;D
Se você puder assistir ao vídeo direto do youtube, será muito legal!!! <3
Beijo beijo beijo





terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vários Vídeos Novos e Vídeo Sobre A Cor Púrpura!

Olá Conectados!

       Esse ano, eu estou firme no youtube. Youtube é vida né, gente? Eu desenvolvi muito mais gosto por viagens e literatura, desde quando descobri essa ferramenta.

 Uma das metas de 2017 é compartilhar toda semana sobre minha experiencia literária, meus textos, lugares, e enfim... Tudo aquilo que eu estiver vivendo e considerar legal no momento.

  Toda semana estou postando vídeos novos e quero muito que mais pessoas se interessem pelos prazeres dos cafés, viagens e livros, através dos vídeos do youtube.

 Então, vou deixar aqui umas sugestões de vídeos para que vocês assistam, caso estejam buscando sobre livros, lugares e cafés! Ah, e como o ultimo post foi sobre o Livro, A Cor Purpura, de Alice Walker, quero compartilhar um vídeo muito especial que fiz sobre o tema.


  Beijos e não se esqueçam do joinha de amor, lá no youtube!





















segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Livro A Cor Purpura de Alice Walker - Quando Um Livro é um Tesouro!

Olá Conectados, eu sou a Gui Margutti!

E eu li ... A Cor Púrpura!






Quer Comprar A Cor Púrpura com precinho bem camarada? Clique aqui!


“O livro narra de forma comovente a vida de Célie. 
No Sul dos EUA...
No começo do século passado, num período ex escravista, porem marcado pela opressão racial e também de gênero.
Num cenário pobre e agrícola...
Celie é... Semianalfabeta. Negra. E... Mulher!

  A Cor Púrpura de Alice Walker, publicado em 1982, é um dos romances mais importantes da literatura norte americana. O livro teve uma adaptação para o cinema, dirigido por Steven Spielberg em 1985,com 11 indicações ao Oscar, com um elenco de ouro como: Whoopi Goldberg, DAnny Glover, e Oprah Winfrey, com uma atuação de cair o queixo! 
 O filme é incrível, mas ele é apenas uma pequena e simples amostra quando comparado ao livro.

  Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância. Primeiro, pelo "pai" e depois pelo marido, o qual ela chamava de Sinhô. 

  A História é contada a partir das cartas que Celie escrevia, inicialmente para Deus e depois para sua irmã Nettie, a pessoa que ela mais amava na vida. 

 As primeiras cartas de Celie, com apenas 14 anos, mostram a menina, violentada pelo pai e grávida pela segunda vez. No entanto, Célie não teve a chance de cuidar e amar seus filhos, pois o "pai", "deu fim" nas crianças. 
 Mais tarde, ela foi entregue em casamento, ao "Sinhô". Um homem bem mais velho, viúvo e pai de 4 filhos. Um casamento, que mais parecia um regime de escravidão. 
 O Marido a  tratava como empregada, saco de pancadas e não demonstrava qualquer ato de afeto ou gentileza para com a esposa. Como se ele realmente fosse o Senhor e ela a escrava. 
 Durante o livro, vamos percebendo que a violência, e a falta de bondade de Albert, o marido, vinha em parte da opressão de gênero que era uma característica social muito forte na época; mas também pela paixão que ele nutria por uma mulher com a qual nunca pôde se casar, Shug Avery.
 Shug foi uma mulher à frente de sua época, bonita, sensual, carismática e cantora de blues. Mas, por ironia do destino e por brilhantismo da autora, Shug (amante do Sinhô) acabou adoecendo e Albert a levou para casa, para cuidar dela. 
 Ele nem se preocupou em dar satisfação à esposa sobre quem era essa mulher ou porque ele a levou para casa. Porém, Célie não se importou, pelo contrário. Celie secretamente já nutria uma fascinação por Shug, desde que viu um retrato dela num panfleto de show.
  Juntamente com o Sinhô, ela cuidou de Shug e dali nasceu uma grandeee amizade. E essa amizade foi divisor de águas na vida de Celie. 
 Um livro epistolar, porém com uma narrativa extremamente apaixonante, o que faz com que as cartas sejam verdadeiros tesouros. A leitura é agradabilíssima e a fala caipira e precária de Celie, é de aquecer o coração do leitor.  Apesar de ser um livro cheio de dor, é um livro recheado de humor, transformações e surpresas.
 Celie passou praticamente toda a sua vida calada, impotente e sem voz. Ela encontrou na escrita a única forma de expressar seus sentimentos para se manter viva. 

 Escrevendo cartas; ela despretensiosamente, foi nos revelando a fragilidade da natureza humana, a capacidade de resignação, do amor, da aceitação e também da força da espiritualidade e fé.


Um livro ímpar e extremamente sensível. Uma história que vai crescendo em progressão geométrica, se assim posso dizer. São diversos personagens, diversos acontecimentos e é impossível não amá-los.  A autora mostrou que aquela máxima "É aos poucos que a vida vai dando certo" é verdadeira.
 Com o tempo, Célie foi ganhando consciência de quem era e do tamanho do seu valor; e também do tamanho do mundo lá fora. A personagem que foi, durante toda uma vida, absolutamente frágil e oprimida, perante o mundo, mostrou-se grandiosa e o pilar na vida de todas aquelas pessoas.

 É impossível passar incólume por essa leitura. Esse é um daquele livros transformadores. Aqueles que colocam em nosso coração uma sementinha que nos faz lembrar de que há algo de muito errado com a humanidade. Aqueles livros que dão vontade de pegar alguns personagens no colo, abraçar e principalmente defender.
 Esse é um tipo de leitura obrigatória e que faz com que nos lembremos do que disse o apóstolo Paulo: Não vos conformeis com esse mundo!  
  

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Livro em Inglês e Português!

 Olá Conectados!

 Esse ano, coloquei como meta ler um livro por mês, em inglês, para melhorar o meu contato com leitura a língua inglesa.
 Comecei por #AProbabilidadeEstatísticaDoAmorAPrimeiraVista da Jennifer Smith.

  Eu já havia ouvido falar bastante desse livro, mas quando o vi em promoção, não resisti e foi maravilhoso.

 Gravei um vídeo contando da minha experiência com essa leitura e vou deixar aqui os links para você conseguir comprar alguma dessas edições, com desconto.

 Espero que comprem e sejam felizes com essa leitura! ;D

 Beijosss



Links Para Você Comprar Com Desconto!

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O Presente do Meu Grande Amor - Livro

    Olá Conectados!


  Eu tenho uma coisa metódica, quase supersticiosa com "tradições natalinas" que eu criei. E algumas dessas tradições incluem: assistir a filmes natalinos ou ler livros natalinos. Adorooo!



   Em janeiro de 2016 comprei o livro " O Presente do meu grande amor", organizado pela Stephanie Perkins e o deixei guardadinho até o final do ano, justamente para ler no natal. Que delicinha de livro e totalmente recomendável para ser lido nessa época.


 No canal até fiz um vídeo mostrando o meu bookhaul natalino, mas esse certamente é o mais fofo de todos os livros da lista. São 12 histórias natalinas e de final de ano, 12 contos para ser mais especifica, de vários autores conhecidos e talentosos.
 O presente do meu grande amor é um livro lindo, doce, alegre, divertido e muito bem produzido. Eu super recomendo para qualquer leitor. Justamente por ser um livro de contos, é muito fácil de ler e há uma grande variedade de estilos literários.  
                                 
 Apesar de todos os contos falarem basicamente sobre casais, esse livro pode atender a todos os tipos de leitores, pois as historias são muito diferentes umas das outras.

  Contos são sempre complicados para que o autor desenvolva uma historia que consiga cativar o leitor, mas aqui há um time de feras. Mesmo nos contos que não gostei. Sim, houve contos que eu não curti muito da premissa ou do desfecho! Mas, mesmo nesses, a leitura foi totalmente agradável e fantástica.   

  O  livro começa arrasando. O conto inicial é da Rainbow Rowel e ela é certeira, é uma flecha no coração, pois é impossível não se encantar. Mesmo num conto tão pequeno eu consegui torcer pela historia e vibrar com ela.      A diagramação do livro também é linda e ele tem um preço super acessível. 

Adorei. Para compartilhar melhor minha opinião sobre esse livro, fiz um vídeo e vou deixar o link aqui! 
    
Para compartilhar minha opinião, fiz um vídeo e vou deixá-lo abaixo.


    Assista e não se esqueça do joinha de amor, esperto!



    Se não fore inscritos no canal, se inscreve aí, vai... seja gentil! ;D



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Olá Conectados!!!

Vamos falar de O velho e o mar? Vamos!? 


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha94rdtCPqyWYPP4ONTldyaCghgz42Zdr3q6TSdHTmVSgazFTeNJOEO4itQiZ8YW1B0Ut8pr5rp04AYeD9ZE68mlA8mGbtV7EaadYx4DbWq-iNztqk2ZUJRzqhF1OTTnACHo__P2c5V3k/s320/14328826_1087431761310175_1967834480_n.jpg

  Escrito por Ernest Hemingway, em Cuba, em 1951 e publicado em 1952. Lançado aqui no Brasil em 2005, pela editora Bertand-Brasil. Foi a última grande obra de ficção de Hemingway a ser publicada ainda durante sua vida. Com menos de 140 páginas, te leva a uma história incrível e reflexiva.

Eu comprei esse livro Na Shakespeare And Company em Paris e foi muito emocionante para mim. Pois, nessa livraria mágia ( que inclusive mostrei lá no youtube) há varias fotos do próprio Hemingway frequentando o lugar.



Ernest Hemingway foi uma figura muito importante para a literatura. Não é à toa que Hemingway foi Nobel em 1954. 



Em "The old man and the sea" Hemingway narra de forma tão limpa, direta e forte, a jornada de um velho pescador no mar, durante longos dias. 
Após mais de 80 dias sem pescar, o homem - chamado Santiago - volta ao mar na esperança que seu período de infortúnio tenha passado. 
Em seu 85º dia de trabalho sem sucesso, idas e vindas, sem pescar um único peixe, Santiago retorna ao mar confiante que ainda é capaz de voltar com algo bom. 

Ele consegue pescar peixe enormeeee. Um espadarte de aproximadamente 5 metros, maior que o próprio barco.
 Mas, a resistência do peixe arrasta o velho cada vez mais para alto mar e, a partir daí, tem início uma longa disputa entre homem x natureza.
 Santiago, já idoso, sofre pelas condições difíceis de estar no mar e com as feridas adquiridas na  luta com o peixe. 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAi1bKlwzuNOTkDnDeolAzYG_HGGyC2pF3utKKyfIwNNsTYbaDGxO5toRgkCeOaqbUTMNeVcMxGSKNDqu4GClgGWuHNp54A842s_ZIXUF1aQVwgcZ3jtnPnNpQXpm_HDMh9Oph6JHLNcE/s320/14341765_1087432437976774_1781526747_n.jpg

O livro apresenta uma reflexão profunda sobre a vida do pescador, dos conflitos internos em relação ao que seria certo e ou não, na relação entre homem X natureza, e a própria exclusão social que a velhice causa.
Para dar mais peso a esse romance há a presença de um menino, Manolin, que ama o #velho e o incentiva a pescar. Apesar de sua família ser contra à vontade que o menino tem de ir para o mar com Santiago, pois o consideram um "sem sorte" por seus longos dias de insucesso; o menino ama profundamente o idoso.
A essência da história está na luta pela sobrevivência do homem contra a natureza, levando a percepção de que apenas a experiência não é suficiente, que é necessário sorte e perseverança também.
Um livro belíssimo, fácil de ler e totalmente comovente, por vários aspectos. A injustiça da própria vida observada de vários ângulos, mesclada à garra e à força de vontade de quem não desiste jamais.