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quarta-feira, 8 de março de 2017

Mais Livros Lidos: Pollyanna de Eleanor H Porter

Olá Conectados!

Fevereiro foi um mês de leituras bem legais. Li, inclusive, A Cor Purpura da Alice Walker,que tem post aqui e vídeo no canal do youtube.  Mas, hoje quero falar especialmente do livro, Pollyanna.

Vou contar um pouquinho dessa edição e tentar fazer um tour por ela, com algumas fotografias. Também vou deixar o link de compra, caso queiram comprar pela Amazon. Pois, a Amazon está com preço excelente em várias edições dele.

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Pollyanna de Eleanor H. Porter.

Minha Experiência com o Livro:
Pollyanna é um livro belíssimo! Esse clássico da literatura juvenil, conseguiu derramar minhas lágrimas, mesmo sendo uma releitura. Eu já o havia lido quando era criança e decidi relê-lo agora com minha filha. Foi uma experiência deliciosa, já que Pollyanna é uma menininha de 11 anos, encantadora, tagarela, doce, e muito otimista.




O livro conta a historia da menina órfã que acaba indo morar com a sua tia Polly (sim, esse é o nome da tia!), por ser sua única parente viva. Ela não tem a menor intimidade com essa parente e a tia aceita cuidar dessa criança por uma especie de "dever". Algo do tipo "É a coisa certa a fazer, então farei". Logo no começo do livro temos a impressão de que a tia é uma pessoa um pouco má, já que não demonstra nenhum pouco de afeto ou carinho com a sobrinha.
Porém, apesar de órfã e da convivência com a personalidade contida, da tia de coração endurecido, a menina é uma criança feliz e bem humorada. Ela conquista a todos com quem convive e passa a ensiná-los a jogarem o jogo do contente. Uma espécie de jogo onde o mundo torna-se um lugar melhor.

Publicado pela primeira vez em 1913, esse livro já contou com diversas capas e edições. A minha edição é a da editora Autentica e está maravilhosa. A capa está linda, e para deixar mais caprichada a arte, há verniz localizado no título da obra.
A editora teve o maior cuidado com tudo. A lombada está maravilhosa e a contra capa também.

O livro tem 180 páginas e a diagramação está muito delicada. Páginas no tom off white e macias. Um pequeno detalhe, mas que agrada muito é o fato de todo início de capítulo vir com uma arte na letra de entrada. Eu particularmente adoro!!

Pollyana é um livro que conta a história de uma criança, mas que toca os corações adultos de um jeito muito comovente. Diversos acontecimentos ocorrem para nos deixar rindo, torcendo pela menininha e mesmo chorando por ela. Por ser um livro de mais de 100 anos, a narrativa é muito diferente. Não sei se todas a edições possuem traduções tão atraentes como essa, que manteve a elegância no estilo clássico de contar uma historia, e conseguiu ser fluida. A linguagem desse livro é extremamente prazerosa e é possível lê-lo muito rápido.


Eu já gostava de Pollyana, agora estou completamente apaixonada por esse livro. Quero comprar a continuação, que se chama Pollyana Moça e em breve virei aqui mostrar detalhes para vocês.
Eu super recomendo essa leitura e espero que vocês leiam e se sintam tão tocados por esse livro. ;D <3

Beijos!
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

O Corcunda de Notre Dame - Victor Hugo. Não, o livro não é igual à Animação da Disney!

   Olá Conectados!

 Eu já preciso começar essa postagem gritando aos 4 cantos: Leiam esse livro!
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 Se você tem interesse nesse livro e está se enrolando para lê-lo, seja por qualquer motivo... Repito, leia!!!
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 Pare de negligenciá-lo e comece agora mesmo. Se puder, leia essa edição da Editora Zahar que está incrível.


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 Se você conhece a obra, O Corcunda De Notre Dame, pelos filmes e pela linda animação da Disney; já te adianto que, infelizmente, aquela fofurice toda não representa o que Victor Hugo escreveu. Deixa eu reformular. É claro que encontramos ali, um pouco da essência. Porém, para ler essa obra, é melhor que você esqueça tudo aquilo que já assistiu.
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 Por mais fofo que seja o filme da Disney (E eu adorooo esse filme), ele não é nenhum pouquinho fiel ao livro.


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 O nome original do livro era #Notre Dame de Paris,1482. Por isso, ainda hoje é possível encontrar edições com esse nome. Acontece que, numa tradução inglesa, alguém teve a ideia de usar o nome do Corcunda no título da obra.
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  Victor Hugo, moço esperto e genial que era, gostou da ideia. Então, a obra passou a ser traduzida com esse nome.
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 Porém, lendo o livro é possível compreender o nome inicial. Já que, para tristeza de alguns, nosso querido Quasímodo, (aquele que foi tao fofinho na animação do cinema,) quase nem aparece na obra. Ele só irá aparecer após umas tantas páginas da história. 

 Pode-se afirmar, com certeza, que A Catedral de Notre Dame não é o cenário, mas sim  a personagem principal da história.

  Não pense que isso faz com que gostemos menos da criatura monstruosa e judiada. Apesar de coadjuvante, nosso autor gênio foi capaz de escrever e descrever um personagem extremamente rico. Todos os personagens são extremamente profundos; e uns, é claro, imensamente cativantes.
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 Ouso dizer que terá um entendimento muito diferente sobre o religioso "malvado", #Frollo, e também sobre nosso "mocinho", #Phoebus, quem ler o livro.
  O arquidiácono, no livro, é um homem extremamente inteligente, centrado, interessante e profundo em suas convicções. À medida que sua paixão por Esmeralda avança, (e isso não é spoiler, todo mundo sabe que ele é louco pela cigana) Frollo "enlouqece", não sendo mais capaz de viver as suas antigas convicções.
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 Ah, a Doce Esmeralda é a típica mocinha dos romances medievais.  Boba ao quíntuplo, faz com que tenhamos vontade de entrar dentro da história para dar um chacoalho nela, na esperança que a coitada acorde. OMG!!!
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  Devo adiantar que esse é um livro longo, denso e cheio de digressões. Victor Hugo Foi expert na habilidade de descrever detalhes, muitos detalhes; mas, sem ser um porre...  Confesso que, no comecinho, ler tantos detalhes estava cansativo. Mas, depois que a história engrenou, a riqueza de detalhes fez toda a diferença. Há uma capitulo onde ele descreve a Catedral e inclusive Paris, vista de cima, observada pelo topo da catedral, que é simplesmente sensacional. Ele poderia ter escrito mais ali, porque, ainda assim, desejaríamos mais daquele tour por Paris do sec. XV.
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 Victor Hugo, aqui, foi quase um historiador. O autor viveu no sec. XIX, mas escreveu uma historia sobre a França e Paris do século XV.  Dessa forma, a edição comentada da Zahar ajuda muito a entender, em alguns momentos,  o que é histórico e o que é apenas a visão do autor. O romancista também criticou e ironizou a injustiça vivida, as desigualdades, o abuso do clero e as penalidades típicas da época.
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 Ao final do livro, a sensação era de que o coração poderia pifar a qualquer momento. O desfecho me deixou sem chão. Como eu só conhecia a história através da telinha, foi totalmente inesperado. Contudo, não se preocupe. Não é um final inaceitável ou absurdo; é apenas intenso e surpreendente. 
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 Enfim, agora é hora de voltar para os Miseráveis, porque Victor Hugo é elixir da vida em forma de livro!